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ūü§∑‚Äć‚ôāÔłŹ Bolsonaro divulga texto e assusta a m√≠dia com o seu conte√ļdo

ūü§∑‚Äć‚ôāÔłŹ Bolsonaro divulga texto e assusta a m√≠dia com o seu conte√ļdo
Estado Cidad√£o
mai. 17 - 8 min de leitura
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ūü§∑‚Äć‚ôāÔłŹ Bolsonaro compartilhou um texto bastante delicado sobre a performance do seu governo e as dificuldades de se administrar o Brasil. Tal compartilhamento viralizou, mesmo sendo um texto postado por um desconhecido com postagem datada do √ļltimo dia 11 de maio.

ūüĒī Essa atitude assustou a linha editorial jornal√≠stica que apoia o governo atual, ou seja, o Antagonista. Para al√©m dessa rea√ß√£o, outros ve√≠culos de comunica√ß√£o come√ßaram a noticiar tal movimento do presidente.

‚ö°ÔłŹ Coment√°rios da Jovem Pan

Carlos Andreazza, integrante da bancada do programa de r√°dio 3 em 1, faz uma an√°lise sobre a interpreta√ß√£o mais coerente dada ao texto veiculado por Paulo Portinho em seu perfil de Facebook.


Segue a íntegra do texto que Bolsonaro compartilhou:

Temos muito para agradecer a Bolsonaro.

Bastaram 5 meses de um governo atípico, "sem jeito" com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reelei√ß√£o, os conchavos para a privatiza√ß√£o, o mensal√£o, o petrol√£o e o tal "presidencialismo de coaliz√£o", o Brasil √© governado exclusivamente para atender aos interesses de corpora√ß√Ķes com acesso privilegiado ao or√ßamento p√ļblico.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que n√£o existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corpora√ß√Ķes deem suas b√™n√ß√£os. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redu√ß√£o do n√ļmero de minist√©rios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 minist√©rios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso √© do interesse de quem? Qual √© o prop√≥sito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que √© exclusivamente do interesse operacional deste √ļltimo, al√©m de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? At√© o momento, como todas as suas a√ß√Ķes foram ou ser√£o questionadas no congresso e na justi√ßa, apostaria que o presidente n√£o serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corpora√ß√Ķes. Fora isso, n√£o governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos "ana(lfabe)listas políticos"?

A continuar tudo como est√°, as corpora√ß√Ķes v√£o comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o m√≠nimo para que o Brasil n√£o quebre, apenas para continuarem mantendo seus privil√©gios.

O moribundo-Brasil ser√° mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. √Č fato ineg√°vel. Est√° assim h√° 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuar√° assim.

Antes de Bolsonaro viv√≠amos em um cativeiro, sequestrados pelas corpora√ß√Ķes, mas t√≠nhamos a falsa impress√£o de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o d√≥lar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a pol√≠tica de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previd√™ncia e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cad√°ver procriando por m√ļltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hip√≥tese mais prov√°vel, o governo ser√° desidratado at√© morrer de inani√ß√£o, com vit√≥ria para as corpora√ß√Ķes. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Est√£o atrapalhando as corpora√ß√Ķes, n√£o ter√£o lugar por muito tempo.

Na pior hip√≥tese ficamos ingovern√°veis e os agentes econ√īmicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um or√ßamento destru√≠do, aumentando o desemprego, a infla√ß√£o e com calotes generalizados. Perfeitamente plaus√≠vel. Claramente poss√≠vel.

A hip√≥tese nuclear √© uma ruptura institucional irrevers√≠vel, com desfecho imprevis√≠vel. √Č o Brasil sendo zerado, sem direito para ningu√©m e sem dinheiro para nada. N√£o se sabe como ser√° reconstru√≠do. N√£o √© imposs√≠vel, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes pa√≠ses n√£o √© funcional. Podemos chegar l√°, est√° longe de ser imposs√≠vel.

Agrade√ßamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequ√≠voca que o Brasil s√≥ √© govern√°vel se atender o interesse das corpora√ß√Ķes. Nunca ser√° govern√°vel para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas n√£o votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cad√°ver Brasil procriando. Sem controle do or√ßamento, as corpora√ß√Ķes morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: "Sell".

https://www.facebook.com/paulo.portinho/posts/2180725012023633


ūüĆä Para fechar a semana tensa em Bras√≠lia

ūüöß  Diante a dificuldade de avan√ßar a agenda pol√≠tica, principalmente, com as promessas de campanha relativas √† reforma da previd√™ncia e a guerra cultural, parece que a sinaliza√ß√£o da estrada do governo n√£o est√° correta, para usar uma met√°fora associada ao tr√Ęnsito de ve√≠culos.

Com as medidas provisórias vencendo, a reforma da previdência em constante ataque, os cortes do orçamento sofrendo críticas pesadas e pacote anti-crime cozinhando no legislativo, o futuro parece negro.

Outro ponto de dificuldade é o pedido de demissão do INEP, responsável direto da realização do ENEM. Será que teremos este ano um ENEM capaz de dar sentido à vida acadêmica de tantos calouros?

Além disso, há ainda o fantasma do impeachment. Afinal de contas, Bolsonaro ataca de forma indireta seu vice, Hamilton Mourão, de se posicionar de forma equilibrada e agindo contra os interesses políticos do mito.

Será que o Mito terá forças?

Resta saber se Bolsonaro terá resiliência para segurar a onda, tal como se mostrou forte perante uma covarde facada no ano passado.

Vale compreender que essa not√≠cia parece fechar o tsunami que assola o governo. Principalmente, ap√≥s as manifesta√ß√Ķes populares que marcaram dias atr√°s contra a reforma da previd√™ncia e os cortes na educa√ß√£o, o governo parece n√£o ter rea√ß√£o.

Você acha certo Bolsonaro divulgar este texto confundindo a bancada governista e seus eleitores mais fervorosos em plena costura sobre a reforma da previdência?

Opine aqui neste texto. Até breve.

 


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